Em surto por decisão do STF, Bolsonaro chama Fachin de “marxista-leninista”

Presidente abusou de metáforas e analogias descabidas, assumiu que espalha fake news e falou mais uma vez em não cumprir ordens da corte mais alta do Judiciário brasileiro

Fórum – O presidente Jair Bolsonaro reagiu furioso à decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a manobra ilegal do ministro Kassio Nunes Marques que tentava restituir o mandato do deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini (União Brasil-PR). Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo federal exalava nervosismo e se descontrolou mais uma vez, usando as habituais ameaças e impropérios contra o tribunal e seus integrantes.

“Enquanto aqui a gente está num evento voltado para a fraternidade, amor, compaixão, do outro lado da Praça dos Três Poderes, o STF, por 3 a 2, condena um deputado por espalhar fake news. Ele não espalhou fake news. O que ele falou na live eu falei também. Isso (as acusações descabidas de fraudes nas últimas eleições) é uma verdade, e esse deputado foi cassado”, disparou o mandatário, furioso por ver mais uma vez o Supremo reestabelecer a normalidade institucional quebrada por um de “seus ministros”.

No meio do fogo cruzado e da sessão de destempero protagonizada por Bolsonaro, um “xingamento” sem pé nem cabeça ganhou as redes sociais, tamanho o absurdo. Ele chamou o ministro Edson Fachin de “marxista-leninista”, numa referência à ideologia formulada pelo filósofo alemão Karl Marx e às ações revolucionárias do líder russo Vladimir Lênin. As referências a um comunismo imaginário são corriqueiras nos pronunciamentos do presidente e nos “argumentos” de seus seguidores, mesmo que isso pareça ridículo e completamente sem lógica.

Como sempre faz quando se sente acuado, Jair Bolsonaro voltou a ameaçar a corte e desenterrou outras pautas para colocar mais lenha na fogueira dos choques institucionais provocados pelo líder de extrema-direita.

“O que eu faço se aprovar o marco temporal? Tenho duas opções: entrego a chave para o ministro do Supremo ou digo ‘Não vou cumprir’. Eu fui do tempo em que decisão do Supremo não se discute, se cumpre. Eu fui desse tempo. Não sou mais. Certas medidas saltam aos olhos dos leigos. É inacreditável o que fazem. Querem prejudicar a mim e prejudicam o Brasil”, atacou.

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