Corpo de Bombeiros confirma 10 mortos após queda de paredão em Minas (Vídeos)

A queda de um paredão que atingiu quatro embarcações no sábado deixa um alerta sobre certas diversões turísticas em tempo de fortes chuvas em todo o Brasil

Da Redação

O acidente no Capitólio em Minas neste sábado, 08, deixou 10 pessoas mortas e inúmeros avisos sobre a prática de turismo na região de Minas como em outras partes do Brasil. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros durante coletiva de imprensa na tarde deste domingo, 09. Ao todo são 10 mortos. Duas vítimas já foram identificadas, mas só o nome de uma delas foi divulgado. As vítimas do acidente estavam em uma lancha que por ironia chamava-se “Jesus”. As equipes de buscas não trabalham mais com a possibilidade de desaparecidos.

As imagens são perplexas com o paredão do cânion atingindo quatro embarcações, com pelo menos 34 pessoas, no sábado. Vários vídeos mostram o momento em que um dos cânions atinge as lanchas. Segundo informações dos bombeiros, partes de corpos foram encontrados e levadas para a Polícia Civil. As buscas continuam para encontrar outros fragmentos. Segundo o delegado regional da Polícia Civil de Passos, Marcos Pimenta, trata-se de Júlio Borges Antunes, de 68 anos. A vítima era natural de Alpinópolis (MG). O corpo já foi liberado para a família que deverá tomar os procedimentos fúnebres.

Segundo foi apurado até o momento, 50 militares estão empenhados na operação de busca, entre bombeiros militares e militares da Marinha do Brasil; 11 mergulhadores dos bombeiros empenhados, especialistas nesse tipo de operação e já familiarizados com a área de busca; 4 lanchas e 3 motos aquáticas da Marinha e dos bombeiros lançadas no local de busca já delimitado, além do apoio de 7 viaturas. Todos empenhados em fazer uma varredura milimétrica e apurar todos os fatos que levaram a mais uma tragédia de começo de ano no Brasil.

Segundo informações do G1, a região de Capitólio e outras cidades banhadas pelo Lago de Furnas, no Centro-Oeste de Minas, é bastante procurada por turistas por sua beleza natural. Assim como outras partes do estado, a região tem sido atingida pelas chuvas recentes: na sexta-feira ,07, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido um alerta de chuvas intensas, que durariam até a manhã deste sábado. Mas como sempre, muitos insistem em desafiar as leis da ciência e da natureza.

A Defesa Civil de Minas Gerais havia feito um alerta sobre chuvas intensas e a possibilidade de ocorrências de “cabeça d’água “ em Capitólio, mas não há confirmação se essa foi a causa do acidente. A Marinha disse que investiga o motivo de os passeios serem mantidos. O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas, Pedro Aihara, explicou que a formação rochosa do local é do tipo sedimentar, o que torna as estruturas dos paredões frágeis, e a quantidade de chuvas agrava a situação por acelerar a erosão. Mesmo com alertas, anualmente situações como esta acontecem em locais turísticos.

A sucessão de tragédias que marcou o começo do ano no Brasil leva a comparações entre desastres que, embora diferentes, têm aspectos em comum como acusações de negligência contra quem administrava os espaços, demora ou inexistência de responsabilização de culpados, respostas insuficientes por parte do poder público e, na maioria dos casos, mortes que poderiam ter sido evitadas.

É o que ocorre em casos como o rompimento da barragem em Brumadinho, em janeiro, e a tragédia em Mariana, em 2015; e nos incêndios do Centro de Treinamento do Flamengo, em fevereiro, e incêndio no Museu Nacional, em 2018. Na maioria dos fatos, as instituições envolvidas classificam a situação coincidente, episódios que não poderiam ter sido previstos, tampouco evitados. No entanto, pode ter havido sinais ignorados e medidas de segurança que não foram tomadas ou cumpridas, mas poderiam ter reduzido danos e os números de vítimas ou até mesmo evitado qualquer óbito.

Com informações do G1

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